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Ecosia propõe assumir gestão do Chrome por 10 anos e destinar 60% da receita a projetos climáticos

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21 de agosto de 2025 — Berlim, Alemanha. A Ecosia enviou ao juiz norte-americano Amit Mehta uma proposta para administrar o navegador Google Chrome durante uma década, em vez de forçar a gigante de buscas a vender o produto a outra empresa.

A oferta foi encaminhada na quinta-feira (21) e tenta influenciar as medidas que o magistrado deve definir ainda este mês, após sua decisão de 2024 que classificou o Google como monopólio ilegal nos mercados de busca e publicidade on-line.

Como funcionaria a “tutela”

Segundo o documento, a Ecosia — motor de busca sem fins lucrativos fundado em 2009 — ficaria com 60% da receita gerada pelos usuários do Chrome, montante que a empresa estima alcançar US$ 600 bilhões em dez anos. Os recursos seriam aplicados em:

  • proteção de florestas tropicais;
  • plantio de árvores e projetos de agroflorestas em mais de 35 países;
  • ações judiciais contra grandes poluidores;
  • investimentos em tecnologias de inteligência artificial verde.

Os 40% restantes, cerca de US$ 400 bilhões na projeção da Ecosia, seriam repassados ao Google, que manteria a propriedade intelectual do navegador e continuaria como buscador padrão. Ao fim do período, a tutela poderia ser renovada ou transferida.

Concorrência em fila pelo Chrome

O Departamento de Justiça dos EUA sugeriu que o Google fosse obrigado a se desfazer do Chrome. Desde então, várias empresas demonstraram interesse em comprar o navegador. A Perplexity apresentou, na semana passada, uma oferta não solicitada de US$ 34,5 bilhões em dinheiro, considerada baixa por analistas. A OpenAI também declarou disposição para negociar, com expectativa de desembolsar valor superior, segundo nota do analista Brad Erickson, do RBC.

Argumentos da Ecosia

Para o CEO Christian Kroll, entregar a administração do Chrome sem venda comercial evitaria que o poder econômico do navegador permanecesse concentrado em grandes empresas de tecnologia. Ele afirma que a Ecosia já possui parceria de compartilhamento de receita com o Google e opera seu próprio navegador baseado no Chromium, o que facilitaria a transição. A companhia promete ainda manter a equipe atual do Chrome.

Kroll admite que a proposta também busca mostrar ao tribunal alternativas além da venda ou cisão tradicional. “Queremos ampliar o leque de soluções possíveis”, declarou.

Com informações de TechCrunch

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