WASHINGTON, 23 de agosto de 2025 — A Intel confirmou nesta sexta-feira (23) um acordo com a administração do presidente Donald Trump que dará ao governo dos Estados Unidos uma participação de 10% na fabricante de chips, por meio de um aporte de US$ 8,9 bilhões em ações ordinárias.
De acordo com a companhia, o montante não representa recursos adicionais do Tesouro. O valor será pago com subsídios já concedidos, mas ainda não desembolsados, sendo US$ 5,7 bilhões do CHIPS Act e US$ 3,2 bilhões do programa Secure Enclave, ambos aprovados durante o governo Biden.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que “os Estados Unidos não pagaram nada por essas ações”, classificando a operação como “um grande acordo para a América” e “um grande acordo para a Intel”.
Apesar de agora utilizar recursos do CHIPS Act, o presidente tem sido um crítico da lei, que chamou de “horrível” e pediu ao presidente da Câmara, Mike Johnson, que a revogue. Em documento regulatório de junho, a Intel informou já ter recebido US$ 2,2 bilhões pelo programa e solicitado reembolso adicional de US$ 850 milhões, ainda pendente.
O The New York Times informou que banqueiros e advogados questionam se o CHIPS Act permite converter subsídios em participação acionária, o que pode gerar disputas judiciais.
No início do mês, Trump acusou o diretor-presidente da Intel, Lip-Bu Tan, de conflito de interesses e pediu sua renúncia. Nesta sexta, porém, elogiou o executivo, dizendo ter “negociado este acordo” com o “altamente respeitado” CEO.
Em nota, Tan declarou que a empresa está “grata pela confiança do presidente e da administração” e que pretende “impulsionar a liderança dos Estados Unidos em tecnologia e manufatura”. A Intel ressaltou que o investimento será passivo, sem direito a assento no conselho nem acesso a informações privilegiadas.
Com informações de TechCrunch