A Comissão de Serviços Públicos da Louisiana aprovou, na noite de ontem (21 de agosto de 2025), o plano da Entergy para construir três usinas termelétricas a gás natural que abastecerão o maior centro de dados já projetado pela Meta, orçado em US$ 10 bilhões.
Os geradores devem entrar em operação entre 2028 e 2029 e, juntos, poderão fornecer 2,25 gigawatts (GW) de eletricidade. A Meta prevê que, após futuras expansões, o complexo poderá demandar até 5 GW.
Controvérsia local
Moradores e empresas do estado contestam diferentes pontos do acordo. Um grupo formado por grandes indústrias — entre elas Dow Chemical, Chevron e ExxonMobil — teme que Meta e Entergy recebam tratamento especial na segunda fase do projeto, que inclui a instalação de 1,5 GW em energia solar distribuída pela Louisiana. Essas companhias afirmam ter encontrado dificuldades para garantir fontes renováveis para suas próprias operações.
Outro foco de preocupação é a duração do contrato entre Meta e Entergy, fixado em 15 anos. Integrantes da Comissão alertam que os consumidores podem ter de arcar com os custos após o término do acordo, já que usinas a gás costumam operar por três décadas ou mais.
A União de Cientistas Preocupados acrescenta que empreendimentos energéticos desse porte costumam estourar o orçamento, repassando despesas extras aos contribuintes. Ainda segundo a entidade, a conta de luz deverá incluir os gastos com uma linha de transmissão de US$ 550 milhões que ligará as usinas ao centro de dados.
Meta e a meta de carbono
A empresa de tecnologia mantém um programa agressivo de compra de energia renovável — nesta semana anunciou a aquisição de mais 100 MW —, mas a dependência de gás natural dificultará seu compromisso de zerar emissões líquidas até 2030. Para compensar o carbono gerado pelas novas usinas, a Meta terá de investir em créditos de remoção de CO₂.
Com informações de TechCrunch