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Fundador da SecurityPal questiona necessidade de múltiplas rodadas de capital de risco

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São Francisco (EUA) – Pukar Hamal, fundador e CEO da SecurityPal AI, decidiu frear a busca por novas rodadas de investimento depois de quase ficar sem caixa apenas um ano após levantar US$ 21 milhões em uma Série A, em 2021.

A rodada foi liderada pela Craft Ventures, de David Sacks, com participação de Martin Casado (Andreessen Horowitz) e do cofundador da Okta, Frederic Kerrest. Mesmo assim, em 2022 a startup estava a cerca de 14 meses de esgotar os recursos. “Estávamos queimando muito capital”, relatou Hamal no podcast Equity, do TechCrunch.

Dois negócios, duas estratégias

Hamal fundou sua primeira empresa antes de alcançar o product-market fit e considera ter levantado capital cedo demais. Com a SecurityPal, adotou o caminho oposto: esperou atingir US$ 1 milhão em receita anual recorrente (ARR) – meta alcançada em cerca de um ano – para só então captar a Série A, a primeira e, até agora, única rodada.

Crise como ponto de virada

O aumento dos juros em 2022 esfriou o mercado de venture capital e forçou a SecurityPal a rever gastos, levando a demissões significativas. “Isso foi tão doloroso que prometi fazer diferente”, disse o executivo. A empresa reduziu despesas, estendeu o runway e passou a buscar o equilíbrio de caixa, mesmo com o retorno do apetite dos investidores por negócios de IA em 2025.

Crescimento “durável”

Para Hamal, mais capital significa maior pressão por crescimento acelerado, possivelmente comprometendo margens e controle acionário. Ele prefere o que chama de “crescimento durável”: expansão mais lenta, com implantação cuidadosa em cada cliente para evitar churn no momento da renovação.

A SecurityPal utiliza inteligência artificial para acelerar o processo de security due diligence em grandes transações corporativas, reduzindo análises que podem levar meses para dias ou horas. Entre os clientes estão Airtable, Figma, LangChain e Grammarly.

O fundador não descarta futuras captações, mas quer colocar o negócio em posição de não depender continuamente de capital de risco. “Levantei uma rodada e não levantei outra porque estou tentando pôr a empresa em um estágio no qual não precise disso repetidamente”, afirmou.

No episódio do Equity, Hamal também compartilhou alternativas de financiamento fora do venture capital.

Com informações de TechCrunch

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