Vancouver (Canadá) – A startup canadense de energia de fusão nuclear General Fusion anunciou nesta quinta-feira (21) a captação de US$ 22 milhões, valor que garante fôlego temporário após meses de dificuldades financeiras.
O financiamento veio de um grupo de investidores já presentes na companhia, em um modelo “pay to play”, no qual os acionistas precisam participar para manter sua fatia societária. Entre os participantes estão Chrysalix Venture Capital, Gaingels, Hatch, MILFAM, JIMCO, Penderfund, Presight Capital, Segra Capital Management e Thistledown Capital. Penderfund e Segra conquistaram assentos no conselho como parte do acordo.
Em maio, a General Fusion havia demitido pelo menos 25% da equipe para reduzir custos. Na mesma época, o presidente-executivo Greg Twinney divulgou carta aberta pedindo novos aportes. O montante obtido agora é bem inferior aos US$ 125 milhões buscados inicialmente, mas é considerado pelo diretor-de-investimentos da Segra, Adam Rodman, “o mínimo necessário” para alcançar o próximo marco científico.
Protótipo em teste
Fundada em 2002, a empresa já havia levantado US$ 440 milhões antes desta rodada. Meses antes de expor suas dificuldades, colocou em operação o Lawson Machine 26 (LM26), protótipo em meia escala de um reator comercial. O novo aporte permitirá estender os testes com o LM26 em busca de marcos técnicos-chave.
A General Fusion adota a chamada magnetized target fusion. No processo, eletricidade percorre combustível de deutério-trítio, gerando campo magnético que confina o plasma. Em seguida, uma parede de lítio líquido, comprimida por pistões movidos a vapor, eleva temperatura e pressão para tentar iniciar a reação de fusão.
Metas de curto prazo
Quando o LM26 foi comissionado, em março, a companhia projetava atingir o breakeven científico em 2026 – ponto em que a energia gerada pela fusão iguala a energia usada para iniciá-la. A empresa mantém esse objetivo, mas sem prazo definido, e fixou metas intermediárias de aquecer o plasma a 10 milhões °C e, depois, a 100 milhões °C.
Com recursos limitados, a General Fusion deve concentrar esforços nos alvos mais imediatos para comprovar avanços e garantir futuras rodadas de investimento.
Com informações de TechCrunch
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