São Francisco (EUA) — O Google anunciou nesta segunda-feira (25) que, a partir do próximo ano, passará a verificar a identidade de todos os desenvolvedores que distribuírem aplicativos para Android, mesmo quando a distribuição ocorrer fora da Play Store.
A medida valerá para todos os dispositivos Android certificados e será implementada de forma gradual. O objetivo, segundo a empresa, é reduzir a incidência de malwares, fraudes financeiras e roubo de dados, crimes facilitados pelo anonimato de certos distribuidores.
Como será o cronograma
• Outubro de 2025: desenvolvedores interessados poderão solicitar acesso antecipado ao sistema de verificação e enviar feedback.
• Março de 2026: a exigência de verificação será estendida a todos os desenvolvedores.
• Setembro de 2026: aplicativos instalados em aparelhos do Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia deverão cumprir as novas regras.
• A partir de 2027: o requisito começará a ser aplicado em escala global.
Dados exigidos
Para obter a autorização, os desenvolvedores terão de informar nome legal, endereço, e-mail e número de telefone. O Google reconhece que a exigência pode levar profissionais independentes a constituir pessoa jurídica para preservar a própria privacidade.
Haverá uma modalidade de conta dedicada a estudantes e entusiastas, com requisitos adaptados para quem não atua comercialmente.
Dados de segurança
Levantamento interno do Google indica que fontes de sideloading pela internet registram fluxo de malware mais de 50 vezes maior que a Play Store, onde a verificação de desenvolvedores é obrigatória desde 2023.
O Google enfatiza que o Android continuará permitindo instalação de apps por meio de outras lojas e sideloading, mas sem o anonimato que anteriormente favorecia agentes mal-intencionados.
A medida segue tendência observada na concorrência: no início do ano, a Apple adotou processo semelhante na União Europeia para cumprir o Digital Services Act.
Com informações de TechCrunch