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Quebra de pá em turbina offshore coloca Vineyard Wind sob escrutínio e afeta cronograma nos EUA

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NANTUCKET (EUA) – A falha de uma pá de quase 115 mil libras (aprox. 52 toneladas) em uma das turbinas do parque eólico offshore Vineyard Wind, em 13 de julho de 2024, provocou um episódio inédito que impacta o futuro da geração eólica no país. A ruptura do componente dispersou centenas de pedaços de fibra de vidro e isopor no mar e atingiu as praias de Nantucket, exigindo operação de limpeza que retirou o equivalente a seis caminhões de entulho.

Parque pioneiro em escala comercial

Previsto para operar com 62 turbinas do modelo Haliade-X, fabricado pela GE Vernova, o empreendimento localizado a 15 milhas náuticas de Nantucket e Martha’s Vineyard é apontado como o primeiro parque eólico offshore comercial de grande porte dos Estados Unidos. A usina, quando concluída, deverá fornecer até 800 MW, energia suficiente para cerca de 400 mil residências e empresas de Massachusetts.

Causas identificadas e novos incidentes

Em teleconferência de resultados no fim de julho de 2024, a GE Vernova atribuiu o acidente a erro de fabricação: adesivos foram aplicados de forma inadequada durante a produção da pá. Nos meses seguintes, outros dois rotores Haliade-X apresentaram falhas no parque Dogger Bank, entre Reino Unido e Dinamarca, porém por motivos distintos (erro de instalação em maio e exposição prolongada a ventos fortes em agosto). A multiplicidade de causas ampliou preocupações de investidores e moradores.

Consequências imediatas

O Bureau of Safety and Environmental Enforcement (BSEE) suspendeu temporariamente a geração de energia e as obras, exigindo um plano de correção. Em 5 de dezembro de 2024, a Vineyard Wind enviou proposta para retirar pás de 22 turbinas. A agência autorizou o cronograma em janeiro de 2025, permitindo a retomada dos trabalhos.

Reação comunitária e política

Na ilha de Nantucket, o incidente ocorreu em plena alta temporada turística e durante uma onda de calor histórica, fechando trechos de praia e gerando críticas ao projeto. Em reunião de emergência do Select Board (14 de julho de 2024), moradores questionaram riscos tóxicos, possíveis prejuízos a pescadores e compensações financeiras. O episódio também alimentou movimentos locais contrários à energia eólica offshore, como o grupo ACK for Whales, que já contestava o empreendimento por suposto impacto à baleia-franca-do-Atlântico-Norte.

Em julho de 2025, a GE Vernova acertou com a prefeitura um acordo de US$ 10,5 milhões destinado a ressarcir negócios afetados. Apesar das tensões, nas eleições municipais de maio de 2025 os dois membros do Select Board que apoiaram a continuidade do projeto – Brooke Mohr e Matt Fee – foram reeleitos.

Situação atual da obra

Após a liberação do BSEE, a Vineyard Wind instalou 17 turbinas e atingiu 220 MW conectados à rede elétrica até julho de 2025. A conclusão total, inicialmente prevista para 2024, foi adiada para 2026.

O caso Vineyard Wind é acompanhado de perto por outros desenvolvedores de energia renovável, já que dezenas de projetos aguardam sinal verde nos litorais dos EUA. A forma como a empresa lida com segurança, transparência e relacionamento comunitário pode influenciar prazos e investimentos em toda a indústria eólica offshore do país.

Com informações de The Verge

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