A sede da Microsoft em Redmond, Washington, foi colocada em lockdown temporário na segunda-feira (26/08) depois que manifestantes invadiram o Edifício 34 e chegaram ao escritório do presidente da companhia, Brad Smith.
Integrantes do grupo No Azure for Apartheid transmitiram o protesto ao vivo pelo Twitch, ergueram faixas e entoaram “Brad Smith, você não pode se esconder, está apoiando genocídio!”. Os ativistas também fixaram uma intimação judicial simbólica que acusa o executivo de crimes contra a humanidade.
Segundo o TechCrunch, a Microsoft foi procurada para comentar o episódio, mas ainda não se pronunciou.
De acordo com o The Verge, a mobilização envolveu funcionários em atividade e ex-empregados desligados anteriormente por causa de ações semelhantes. A ocupação amplia uma série de manifestações contra contratos de computação em nuvem mantidos pela Microsoft com o governo de Israel, que já resultaram em prisões recentes na própria sede.
Uma investigação publicada pelo jornal The Guardian apontou que Israel utiliza serviços da Microsoft para armazenar dados de milhões de ligações diárias feitas por palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Tática similar à adotada por funcionários do Google
O método lembra o protesto organizado por trabalhadores do Google em abril de 2024. Naquela ocasião, nove empregados realizaram atos coordenados em escritórios de Nova York e da Califórnia; cinco deles ocuparam o escritório do CEO do Google Cloud, Thomas Kurian, por nove horas, escreveram reivindicações no quadro branco do executivo e vestiam camisetas com a frase “Googler against genocide”.
A manifestação mirava o Project Nimbus, contrato de US$ 1,2 bilhão firmado com a Amazon para fornecer serviços de nuvem e ferramentas de inteligência artificial ao governo e às Forças de Defesa de Israel. As ocupações também foram transmitidas pelo Twitch, e 28 participantes foram demitidos três dias depois.
Até o momento não há informações sobre prisões ou desligamentos relacionados ao protesto desta segunda-feira na Microsoft.
Com informações de TechCrunch