Uma coalizão de investidores e executivos do Vale do Silício, liderada pelo fundo Andreessen Horowitz e pelo presidente da OpenAI, Greg Brockman, está destinando mais de US$ 100 milhões a uma rede de comitês de ação política (super PACs) voltados a defender regulamentações favoráveis à inteligência artificial nas eleições legislativas de 2026, informou o The Wall Street Journal.
Batizada de Leading the Future, a estrutura de super PACs planeja usar doações de campanha e anúncios digitais para apoiar candidatos alinhados a uma agenda pró-IA e combater políticos considerados contrários ao setor. O grupo busca evitar normas que julga excessivas, argumentando que uma legislação fragmentada entre os estados poderia desacelerar a inovação e comprometer a competitividade dos Estados Unidos frente à China.
Andreessen Horowitz e a OpenAI já haviam participado, no início do ano, de uma tentativa de instituir uma moratória de dez anos que proibisse os estados de criarem seus próprios regulamentos de IA. Embora a proposta tenha sido rejeitada, a iniciativa sinaliza a resistência da indústria a um mosaico regulatório disperso.
O projeto se inspira no modelo do super PAC pró-criptomoedas Fairshake, apontado como um dos responsáveis por reforçar a campanha que levou Donald Trump de volta à Casa Branca. De acordo com o jornal, a nova aliança geralmente seguirá as diretrizes defendidas por David Sacks, atual czar de IA e criptoativos da Casa Branca.
Com informações de TechCrunch